as crónicas da pulga

21.12.04

stand-by

quero limpar todo o pó que deixaste. destruir toda a podridão. arrancar das paredes qualquer resto de ti. empurrar-te daqui. assim, fora!

estupidificaste este lugar. à tua maneira.
onde está a luz? partida, estragada, deslocada... tiraste-me a luz! tiraste-me o trabalho, tiraste-me o espaço, tiraste-me tudo e eu deixei.

pensava que te conhecia. mas não. e após teres saído e deixado (tudo o que era suposto ser) o teu espaço desarrumado e todos os cabides que eram teus estendidos no meio do tapete da sala (eu repararia de qualquer forma... não era preciso tanto trabalho; não era preciso tanto esforço a tentares deixar um pouco de gordura em cada panela que lavavas; não era preciso fazeres para eu não gostar de ti... eu já não gostava). depois disto tudo, tenho pena de ti, que, escondendo-te num excessivo orgulho, perdes tudo o que em tão pouco tempo ganhaste. negas o que te dei, mas sem isso serias nada neste instante e não consegues pensar... será que consegues pensar nisto e esquecer o orgulho por um momento?

e depois perdes-te. e não te encontras, porque não queres. e continuas a chamar-se irresponsável, porque queres (e as razões? as razões...?).

fazemos escolhas. e a escolha que te prejudicou não foi a minha. foi a das pessoas de quem nunca duvidas. dos teus deuses. abençoados sejam... abençoado sejas tu. amén.

2 Comments:

  • At 6:23 a.m., Blogger .......... said…

    o tempo incentiva-nos a uma mudança de caractér, e muitas vezes deparamos com algo que um dia amámos simplesmente já nada nos diz...

    Nada desapareçe, tudo se transforma.

     
  • At 11:58 a.m., Blogger éme said…

    a mim diz-me MUITO...
    mas de uma forma MUITO diferente

     

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