as crónicas da pulga

9.12.04

imersão

acabei de jantar. passei o prato e os talheres por água. pousei-os e arrumei o tabuleiro.
dirigi-me à casa de banho. e puz a água quente a correr depois de ter isolado a banheira com a tampa.
liguei o aquecedor da casa de banho. saí e fechei a porta.
fui ao quarto. liguei o outro aquecedor no máximo, com o pijama por cima, para aquecer. bem.
voltei à casa de banho. apanhei na pedra de sais relaxantes que há muito nos estava destinada e atirei-a à banheira. era só para mim. azul, dissolveu-se na água, que estranhamente já estava azul. despi o casaco de malha e coloquei-o por cima da tampa da sanita. despi a saia, preta, e fiz o mesmo. despi os collants. observei-me ao espelho. dei voltas. virei-me para um lado e para o outro. era eu.
pensava. tomar banho depois de jantar. o aquecedor. a história do inverno presente. o diário, aberto em cima da cama ali no quarto com algumas definições sobre cores. morte. fim?
despi a blusa. observei-me ao espelho. era eu.
controlei a temperatura da água. observei-me. despi-me. mergulhei.
há muito não me sentia tão bem.
estou aqui.

3 Comments:

  • At 10:20 p.m., Blogger blobberblogger said…

    confronto directo entre o método d inverno e o de verão... ;)

     
  • At 8:08 p.m., Blogger éme said…

    n tinha pensado nisso. o inconsciente fala por mim. muitas vezes.

     
  • At 1:41 p.m., Blogger éme said…

    obrigada, raquel! ;) beijinho, beijinho *

     

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