as crónicas da pulga

7.12.04

no metro

havia mais gente que o normal.
entrei. apertei-me e apertaram-me. trincaram-me as costelas entre algumas pessoas e a minha caixa modelo E dos correios. quase pude ouvir a maquete a sufocar, se sufocar se ouvisse. diria que o meu corpo fazia um ângulo de 60º para trás com o chão do comboio.
parei. e nem sequer dava para não estar parada.
e, ali, imobilizada, conheci a joana ou a filipa ou a mafalda. não sei.
perguntou-me, do nada, como se há muito me conhecesse e de mim não conhecesse nada. o curso. o ano. o resto, que era a dança e o cinema. deu-me a sua opinião sobre a minha futura professora. perguntou-me o que se estava a passar no parlamento. se eu sabia porquê. não sabia. estava pasmada porque ela era de cá e parecia que não conhecia nada. ía entregar uns papéis e não sabia se o tempo já se tinha esgotado. adeus, joana. filipa. mafalda.

eu também não sabia se o tempo já se tinha esgotado.

3 Comments:

  • At 1:08 p.m., Blogger blobberblogger said…

    as encruzilhadas nos caminhos das pessoas sao de fraca visibilidade, uma rede de infinitos k pode partir d uma malha ortogonal mas sp se transfigurará para o caos. Qd abrires a embalagem postal modelo E dos correio, diz olá ao pedaço k é a joana. filipa. mafalda.

    (beijoes, adoro o teu blog e tudo o k escreves)

     
  • At 1:46 p.m., Blogger éme said…

    bigadu, andrezinho *
    no entanto, há coisas que não entendo e pensava entender.
    anseio pelo caos.

     
  • At 4:44 p.m., Anonymous Anónimo said…

    Metro ? Esse lugar onde por muito que queiras nunca te consegues abstrair de toda aquela multidão que te acompanha, sentes o cheiro das pessoas, onde vives um bocado da sua vida, da vida de cada um. Gostei do texto!

    Caos ? Viver viver viver viver viver viver viver Viver viver viver viver viver viver viver....morri

     

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