as crónicas da pulga

9.12.04

naqueles momentos

não tenho lugar em sítio algum de maneira alguma.
aqui, apodreço.
ali, n chego.
aí...
em pé, canso-me de tanta solidão.
sentar-me... não posso, pelo menos se for para descansar.
deitar-me é uma tentação, mas jazer nas desilusões não é coisa que prometa.

era cheia por fora. vazia por dentro. (não interessa do quê).
agora... agora.
apetece-me explodir. e já disse isto tantas vezes!... agarrar em todas as minhas veias e parti-las.
uma
a
uma.
estão frias. não, estão quentes e o ar congela-as. congelei.

1 Comments:

  • At 3:44 p.m., Anonymous Anónimo said…

    Vibrações de Argila

    Caminhando sobre cada grão de areia,
    e cada brisa fresca o aroma da terra quente,
    a minha alma é invadida por fluxos de pensamentos eternos,
    adorava poder caminhar sobre água e encontrar onde a Lua beija o Mar

    E sobre mim apenas o Céu e por baixo apenas o Mar
    Entre pura clorofila e um raio de luz encontrei-te a beijar o infinito
    E na mais ténue linha entre o passado e o futuro encontrei a minha realidade...

     

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