aero om - a dissipação do erro
não comer ansiosamente meia tablete de chocolate, mas deslocar cuidadosamente um único quadradinho, encostá-lo à lingua. deixá-lo derreter a seu compasso.
não ouvir até à náusea a melhor música jamais composta. não a repetir até ao enjoo, até sentir os seus pedaços tocarem o pêndulo da garganta, mas esperar. apreciar então cada intensidade, som ou silêncio. emudecer a mente. pensar em nada mais.
não perguntar e continuamente insistir pela resposta, mas aguentar. ser-se subtil. a arte da misteriosa dissipação do erro. eliminar, a cada palavra, a cada gesto, a mais pequena possibilidade de dúvida. criar, em cada vocábulo, em cada movimento, um infinito encadeamento de hipóteses.
"se eu não morresse nunca! e eternamente
buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!"
não sou natural. sou o que de mais falso, anticultural e artificial existe. o que de mais egoísta, egocêntrico e ego-tudo pode existir.
pensar mata-me a cada momento que penso.
(e juro que isto faz sentido. já pensei).
não ouvir até à náusea a melhor música jamais composta. não a repetir até ao enjoo, até sentir os seus pedaços tocarem o pêndulo da garganta, mas esperar. apreciar então cada intensidade, som ou silêncio. emudecer a mente. pensar em nada mais.
não perguntar e continuamente insistir pela resposta, mas aguentar. ser-se subtil. a arte da misteriosa dissipação do erro. eliminar, a cada palavra, a cada gesto, a mais pequena possibilidade de dúvida. criar, em cada vocábulo, em cada movimento, um infinito encadeamento de hipóteses.
"se eu não morresse nunca! e eternamente
buscasse e conseguisse a perfeição das coisas!"
não sou natural. sou o que de mais falso, anticultural e artificial existe. o que de mais egoísta, egocêntrico e ego-tudo pode existir.
pensar mata-me a cada momento que penso.
(e juro que isto faz sentido. já pensei).


2 Comments:
At 9:35 p.m.,
blobberblogger said…
estou boquiaberto. n cm quem espera por um beijo, pk apenas abriria meia boca, nem cm quem ri, pk aí abriria boca e meia.
Do centro da minha natureza sintética cm aquelas coisas k dizem saber a morango, a sinceridade impoe-se - nao tinha lido nada disto embora parecesse o guião para o dia d hj revisto com asseio durante o meu trajecto no 23.
At 12:54 p.m.,
pedromts said…
A estação de metro da Cidade Universitária ou o autocarro 23. Ilações das pequenas coisas do quotidiano.
Num pequeno passeio por blogs, aprendemos qualquer coisa.
Gostei muito de ler este post.
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